PALESTRA SOBRE OS MINERAIS CRÍTICOS COMO PILAR DA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

PALESTRA SOBRE OS MINERAIS CRÍTICOS COMO PILAR DA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

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PALESTRA SOBRE OS MINERAIS CRÍTICOS COMO PILAR DA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

GABINETE DO DIRECTOR-GERAL

DEPARTAMENTO DE RELAÇÕES PÚBLICAS E COOPERAÇÃO

INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE TETE (ISPT) PROMOVE PALESTRA SOBRE OS MINERAIS CRÍTICOS COMO PILAR DA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA.

O ISPT no âmbito das suas actividades rotoneiras no que tange a realização de seminários e palestras, realizou no dia 09 de Julho de 2026 no seu auditório a palestra intitulada “Os Minerais Críticos como Pilar da Transição Energética: Os Desafios Globais da Mineração para uma Transição Justa e Sustentável”.

Para o tema o ISPT, convidou o senhor Professor Doutor Afonso Macheca da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), que proferiu pelas 10horas, e contou com a presença do Director-Geral Adjunto para a Área Académica, Director- Geral Adjunto para a Área de Administração e Finanças, bem como Director de Serviços Sociais, Director do Centro de Investigação em Recursos Técnicos e Tecnológicos, Director da Divisão de Economia e Gestão, Directores de Cursos, docentes, técnicos e estudantes.

Na sua intervenção, o Prof. Doutor Afonso Macheca destacou o papel estratégico dos minerais críticos na transição energética, explicando que a substituição gradual, total e global dos combustíveis fósseis como o carvão, o petróleo e o gás natural por fontes de energia renováveis como hidroeléctrica, eólica e solar depende de minerais como lítio, grafite, níquel, cobre, cobalto e terras raras, essenciais para a produção de turbinas eólicas, painéis solares, baterias e veículos eléctricos.

O palestrante referiu que a industrialização baseada no uso intensivo de combustíveis fósseis contribuiu significativamente para o aumento das emissões de gases com efeito de estufa e para o agravamento das mudanças climáticas. Salientou ainda que, embora África seja responsável por apenas cerca de 4% das emissões globais de dióxido de carbono, é um dos continentes mais afectados pelos seus impactos, devido à vulnerabilidade das infra-estruturas e à limitada capacidade de resposta aos desastres naturais.

Durante a palestra, defendeu que Moçambique e outros países africanos devem aproveitar melhor os seus recursos minerais, expandindo a cadeia de valor da mineração através do investimento no processamento local, na fundição, na refinação e na industrialização, de modo a gerar mais emprego, riqueza e desenvolvimento económico, em vez de se limitarem à exportação de minério bruto.

Por fim, o Prof. Macheca sublinhou que a transição energética só será verdadeiramente justa se considerar as necessidades de desenvolvimento dos países ricos em recursos minerais. Defendeu igualmente que África possui um enorme potencial para desenvolver energias renováveis e que a exploração responsável dos recursos naturais, aliada aos princípios da justiça climática, poderá contribuir para um desenvolvimento económico, social e ambientalmente sustentável, em benefício das gerações presentes e futuras.

Tete, 10 de Julho de 2026

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